Gosto de relatar o cotidiano
O corriqueiro, o rotineiro, o verdadeiro
Gosto de falar das pessoas que não conheço
Mas que vejo, que sinto, que me identifico
Gente sem nóia, sem jóia, sem tramóia
Gente que é gente
Gente sem medo de ter medo
Gente sem vergonha de ser feliz
Aquele que entra no ônibus lotado
E quando o motorista freia no centro conturbado
Cai em cima do outro, pede desculpa
E ri do estrago
Mesmo com dor, mesmo sem flor
Abre um sorriso, às vezes com dente
Enche o pulmão e vai a luta
Gente que é forte, gente que acredita
Eu acredito em gente
Gente que é gente
Gente que é gente aqui
E também gente que é gente lá
Não importa se você é fulana
Ou se é ciclana
O importante é ser gente
E enxergar que além de você existem outras “gentes”