quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Gente

Gosto de relatar o cotidiano

O corriqueiro, o rotineiro, o verdadeiro

Gosto de falar das pessoas que não conheço

Mas que vejo, que sinto, que me identifico


Gente sem nóia, sem jóia, sem tramóia

Gente que é gente

Gente sem medo de ter medo

Gente sem vergonha de ser feliz


Aquele que entra no ônibus lotado

E quando o motorista freia no centro conturbado

Cai em cima do outro, pede desculpa

E ri do estrago


Mesmo com dor, mesmo sem flor

Abre um sorriso, às vezes com dente

Enche o pulmão e vai a luta

Gente que é forte, gente que acredita


Eu acredito em gente

Gente que é gente

Gente que é gente aqui

E também gente que é gente lá


Não importa se você é fulana

Ou se é ciclana

O importante é ser gente

E enxergar que além de você existem outras “gentes”

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